Omani, Omani



Este disco refaz o caminho do homem amazônico através dos séculos contados a partir da colonização. Não nos vangloriamos de nossa história, apesar do exemplo cabal de resistência, porque resistir é sempre o beco sem saída de quem - como pode isso ainda acontecer sobre a face do planeta? - está em vias de ser massacrado. Conta assim o ontem como o hoje e dá um pálido sinal da desvairada exploração do homem sobre animais, florestas, seres encantados e outros homens. por isso conta, também, um pouco da história de vida de cada um de nós.
Optamos por reiterar um pedido de paz, da paz que há muito perdemos, entre morticínios, queimadas, desesperanças... Como músicos, compositores, poetas e, sobretudo, pessoas, queremos que seja um disco de inspiração superior, em benefício de nossa terra e nossas gentes. Acreditamos no vigor da luta, mas preferimos praticar o estado indescritível e sublime da música - que hoje desanuvia nossos olhos e suaviza nossos corações. Que nossa música - e, quem sabe?, mais que ela, um deus qualquer, de qualquer raça, em qualquer canto - possa também tocar a nota perdida do coração dos homens embrutecidos.

Padre Bruno Sechi







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