Invisíveis

O próprio quarto como estúdio, algumas ideias, bons amigos e pronto: nasceu assim o projeto Os Invisíveis, idealizado e organizado por Diego Fadul, integrante da banda paraense Aeroplano e dono do blog Pergunta pro Didi.

O nome “Os Invisíveis” - que parece ser título para alguma liga de super-heróis - é, talvez, auto-explicativo. Mas para não haver dúvidas, Diego Fadul (ou Didi, como costuma ser chamado) elucida: “remete diretamente aos artistas que a gente não vê”. A proposta, frisa Fadul, é mostrar que um músico é capaz de produzir mesmo sem ninguém para aplaudir. O projeto também faz referência a uma história em quadrinhos de Grant Morrison, que fala sobre universos paralelos e as relações que estes podem estabelecer entre si.

Segundo Didi, a ideia surgiu depois de alguns insights em sequência. Como o músico estava montando um home studio, decidiu gravar composições próprias, velhas e novas que nunca foram utilizadas, e chamar alguns amigos para isso: um projeto que seria no início individual, tornou-se, então, coletivo.

Para participar desta empreitada, foram convidados Camillo Royale (Turbo), João (Sincera), Erik Lopes (Naticongos), Elliezer Wonkas (Johny Rockstar), além de colaboradores que possuem forte influência no cenário musical paraense, como Beto Fares (Rádio Cultura/ Balanço do Rock), Pio Lobato (Massa Grossa) e Ulysses Moreira (Funtelpa/ Mamute Mix/ Apce), e Angelo Cavalcante, (ex-Rádio Unama /ex- Rádio Cultura / Veia Pop).

Tudo tem sido feito na base da improvisação, com pouca verba e equipamentos tecnológicos comuns, que são do próprio Diego. No blog serão realizados posts, com textos e fotos, trazendo uma espécie de “modo de fazer” da música para quem tem pouca grana. O projeto, na verdade, está sendo feito muito mais para aprender a gravar do que para distribuir.

E por falar em distribuição, o plano inicial é gravar cinco músicas, disponibilizá-las no blog do Didi, como single para download, junto com arte visual e textos estilo “diário de bordo”, para contar o que acontece durante as gravações. A primeira música – “Quase 30” - começou a ser gravada em julho, com Camillo, João e Erik. Mas ainda está em processo de edição.

“Essa ideia do quarto é uma técnica quase de guerrilha, mexendo os microfones e caçando os timbres pra qualidade ficar legal. Claro, tudo isso - pra quem gosta - é super divertido”, diz João Lemos, da banda Sincera, que participou da primeira gravação. Angelo Cavalcante, produtor musical e blogueiro, considera que a proposta é bastante saudável: “Justamente pelo fato de ser um projeto independente, a possibilidade de experimentação é muito maior”, opina.

Sobre CDs ou shows com Os Invisíveis, Diego Fadul desconversa e afirma não ser esse o foco do projeto: ele vai "no máximo" encaminhar as gravações a veículos de comunicação. Ora, vai que alguém se interessa. Enquanto isso, todo o conteúdo estará disponível na web, para quem quiser conferir. Basta acompanhar aqui.

Fonte:  http://www.ecleteca.com.br/beta/lernoticia.php?idnoticia=352

Baixe aqui o single "Quase 30"

Invisíveis são os artistas que não se vê. Um desprojeto de Diego Fadul.
Nesta faixa, participaram:
Camillo Royale, violão aço folk Hofma; João Sincera, guitarra Sebastião Galvão SG jr. com P90 Lollar; Erik Lopes baixo Fender Jazz Bass Special; e Diego Fadul vozes, programação de bateria, teclados e programações de midi, guitarras Fender Telecaster Std MIM, com pick ups Lollar 52′.

Utilizei também Amplificador Acedo Audio 296 30 W, pedais Electro Harmonix Memory Man Deluxe Stereo, Electro Harmonix Holy Grail e Toad Works John Bull. Para gravar, Cubase Sx3, mics SHURE SM58, interface M-Audio Fast Track Pro USB.